Tutorial de sobrevivência pro recém-chegado no calçadão — do bairro à primeira venda.
Você acabou de criar seu personagem e olha pra tela achando que falta tutorial. Não falta — é só você não saber ainda o que tá vendo. Vamos do começo.
Cada jogador começa como camelô: sem CNPJ, sem patrão, sem dó. Sua única unidade é a barraca, sua única arma é o preço, e seu único limite é o que cabe no estoque. Isso é proposital. O jogo quer que você sinta o aperto antes de te dar saída.
Antes de qualquer compra, abre o Diário do Calçadão e lê as manchetes do ciclo. Demanda muda. Bairro reage. Quem ignora o jornal compra na hora errada.
A escolha do bairro durante o onboarding define o multiplicador de fornecedor da sua barraca. Cada bairro favorece uma categoria — Brás é roupa, 25 de Março é eletrônico, Pelourinho é acessório.
Não existe bairro "melhor". Existe bairro coerente com o que você quer vender. Se mudar de ideia depois, dá pra abrir filial em outro lugar — mas isso é pra quando você for MEI.
Camelô só compra produtos tier 1. Sem exceção. Tenta clicar num tier 2 e o jogo te avisa que precisa formalizar primeiro.
Regra do bolso: divida seu caixa em três. Um terço vai pra estoque, um terço fica de reserva pra reabastecer, um terço segura você nas duas primeiras fiscalizações (porque elas vêm). Comprar tudo de uma vez é o erro número um.
Lucro de R$ 1.500 acumulado já te libera o MEI. Aí o jogo abre: tier 2 de produto, primeiro funcionário, possibilidade de loja.